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Lectures

Hans-Joachim Roedelius

Nasceu em Berlim, em 1934, foi enfermeiro, fisioterapeuta, massagista, assistente de pacientes terminais, compositor, escritor, poeta, artista de fotomontagem, produtor e curador.
Membro fundador do centro cultural “Zodiak Free Arts Lab” (1968), em Berlim e  de vários colectivos musicais, entre eles, "Human Being", "Personare", "Kluster", "Cluster", "Harmonia", "Friendly Game", "Aquarello" e "Tempus Transit".
Colaborou com artistas de todo o  mundo, nomeadamente, com Dieter Moebius, Brian Eno, Plank Conni, Schnitzler Conrad, Michael Rother e muitos outros.
Criou mais de mil obras, incluindo poesia, bandas sonoras para peças de Teatro Musical e  Cinema, Radionovelas e fotomontagem. Tem o seu nome associado a cerca de 150 álbuns, a solo, em co-autoria com outros compositores, samplers e compilações. Já participou num sem número de concertos, performances, leituras em toda a Europa e em algumas das principais cidades do Japão e dos Estados Unidos.
Criou e participou em bandas sonoras para filmes e documentários tais como, “Witness to War” da realizadora Deborah Shaffer, “The Room of The Son” (la stanza del figlio) do realizador Nanni Moretti, “Stalin The Red God” do realizador Frederick Baker, “Y Tu Mama Tambien” do realizador Alfonso Cuaron. Colaborou com os irmãos Fratelli para a banda sonora do filme “Imagine Imagine”, sobre John Lennon, e com Clementine Gasser para o filme "Die Motesiczkys" do realizador Frederick Baker, “FAQ” de Stefan Hafner e Alexander Binder, entre outros.
Participou como compositor, músico e actor em “L’Orso e la Luna” da coreógrafa Caroline Carlsen, em “Teatro e Danza la Fenice”, em Veneza, em Borges & I, na “Wiener Festwochen, da coreógrafa Esther Linley, “Utopia of a tired Man, para o “Donausfestival”, “Eurokaz/Zagreb”, “Kampnagelfabrik Hamburg” e “Szene Salzburg” (Esther Linley).

Stephan Mathieu

Stephen Mathieu é compositor autodidata e intérprete da sua própria música. Trabalha em áreas como electro-acústica e a vertente digital da electrónica abstracta. O seu som é essencialmente baseado em instrumentos antigos, sons ambientalistas e meios obsoletos, os quais grava e transforma por meio de microfonia experimental, técnicas de re-edição e software de processamento, envolvendo análise espectral e convolução; Foi comparado às paisagens do pintor Caspar David Friedrich, ao trabalho dos artistas Colorfield Mark Rothko, Barnett Newman e Elisworth Kelly. Desde 1992, Stephen interpreta a sua música ao vivo em espectáculos a solo e festivais por toda a Europa, Escandinávia, e América (Norte e Sul). Em simultâneo, criou várias instalações audio para galerias e museus, fábrica de sopro de vidro, um jardim do século XVII, Berlin Mitte, uma fábrica de aço do século XIX, parques, uma composição para 30 Peugeots, sala de trono ancestral, entre outros.

Taylor Deupree

Taylor Deupree é um músico, designer gráfico e fotógrafo residente em Nova Iorque. Em 1997, fundou a 12k, uma das mais respeitadas editoras de musica experimental. Nos últimos anos, os seus trabalhos a solo exploram uma fusão de manipulação de som digital com texturas orgânicas e melódicas, que têm como influência o seu interesse pela arquitectura, design de interiores e fotografia. Temas como minimalismo, quietude, atmosfera, natureza e imperfeição prevalecem ao longo do seu trabalho. As suas composições são marcadas por uma forte base tecnológica, fruto da sua intensa paixão pela tecnologia de estúdio e gravação.

Tony Herrington

Tony Herrington integrou a equipa da revista The Wire em 1992. É atualmente o editor e diretor da revista.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Vitor Joaquim

Nascido em 1963, Portalegre, Portugal. Improvisador electrónico, compositor e artista media. Formou-se em Cinema nas áreas de Som e Realização. Começou a tocar música improvisada em 1985, e em 89 iniciou-se no mundo da dança contemporânea com Mark Haim na Companhia de Dança de Lisboa e na Coogan Dancers de Munique. Desde então, de entre outros, colaborou com os seguintes criadores ou colectivos ligados à performance e à dança contemporânea: Mónica Calle, Vera Mantero, Paulo Ribeiro, João Samões, Rui Horta, Errequeerre, Annabelle Bonnery, Stephanie Thiersch, Caterina Varela e Guillermo Weickert.
Até ao momento, tem editados quatro discos a solo, várias colaborações, e cerca de duas dezena de participações em compilações e remisturas internacionais. Em 1997, “Tales from Chaos”, o seu primeiro disco, foi considerado pelo jornal Público como um dos dez discos mais importantes do ano, e um dos dez mais importantes da música electrónica portuguesa de sempre. “Flow”, foi classificado pela Wire como um dos melhores discos mundiais de música electrónica do ano de 2006.
Em concerto, de entre as dezenas de músicos com quem tocou, destaca as colaborações com @c, Scanner, Stephan Mathieu, Simon Fisher Turner, Phil Niblock, Harald Sack Ziegler, Colleen, Pure, Sergi Jorda, Marc Behrens, o.blaat, Ran Slavin, Greg Haines, Ulrich Mitzlaff, Nuno Rebelo, Pedro Carneiro, Emidio Buchinho, Carlos Zíngaro e Carlos Santos. Colaborou ainda com um considerável número de artistas visuais a operar imagem generativa, reactiva e interactiva, de entre os quais destaca: Lia, Hugo Olim, Laetitia Morais, Carsten Goertz, Michael Armingeon, Phillip Rahlenbeck - KE4, André Sier, Nina Juric, Gabriel Shalom, Joana F. Gomes e Alba G. Corral.
De entre outras, destaca as participações em performances e concertos nos Festivais: Atlantic Waves, IFI, CAMP, Ultrasound, Lem, CocArt, Madeiradig, Storung, Artech, Intr:Muros, Mes de Danza,  MU.DA., tendo apresentado trabalho em salas como: Spitz e ICA (Londres), MC2 (Grenoble), Mercat dels Flors (Barcelona), NRW (Dusseldorf), O Espaço do Tempo (Montemor-o-Novo), Teatro Central (Sevilla), Instants Chavirés (Paris), Casa Encendida (Madrid), KHM (Cologne), e ainda Serralves (Porto), CCB, F. Gulbenkian e Culturgest (Lisboa).
Paralelamente ao seu trabalho em som e música, tem ainda criado e dirigido peças de âmbito transversal em áreas tão diversas como o vídeo mapping, o vídeo art ou a performance contemporânea. Numa outra vertente, tem produzido, assessorado e programado diversos festivais e eventos transdisciplinares ligados às artes experimentais, com especial relevância para o festival EME que iniciou em 2000 e do qual foi director e programador ao longo de 10 anos.  Actualmente é investigador no CITAR, Centro de Investigação da U. C. do Porto, onde é igualmente professor.
www.vitorjoaquim.pt

Música